Toda marca busca realizar mais ações, ter maior alcance e conquistar o máximo de clientes, com menos custos.  Seria o “melhor dos mundos”, não é mesmo? E é justamente disso que se trata esse termo que entrou nos holofotes para ficar. De forma resumida, Growth Hacking é a “arte” de fazer mais com pouco e conseguindo os melhores resultados.

Cunhado por Sean Ellis e popularizado por Andrew Chen, esse método reúne ações práticas, escaláveis e baratas com a reinvenção de técnicas de marketing adaptadas ao novo paradigma digital. O grande “pulo do gato” é que, com esse conjunto revolucionário de práticas, é possível mensurar cada retorno. Claro, a partir daí, pode-se melhorar tanto o produto quanto a estratégia e, ainda, impactar consumidores do mundo todo. O céu é o limite.

Ryan Holiday, autor de Growth Hacker Marketing, afirma que o foco desse trabalho está no “quem” e no “onde”, de uma forma mais científica e mensurável. Em uma tradução livre, ele explica que “o growth hacker é alguém que jogou fora o livro de marketing tradicional e o substituiu apenas com o que é testável, monitorável e escalável. Suas ferramentas são e-mails, anúncios pay-per-click (pagamento por clique), blog e APIs de plataformas, ao invés de comerciais, publicidade e dinheiro”.

Growth Hacking no E-commerce

Negócios que decolaram com Growth Hacking

Ainda não conseguiu visualizar o que estamos falando? Vamos trazer esse conceito para o seu dia a dia. Você certamente já utilizou serviços que chegaram ao seu conhecimento por meio de uma estratégia de Growth Hacking e nem sabia. Corridas de Uber, estadia pelo AirBNB, conta de correio eletrônico no Hotmail, espaço para compartilhamento no Dropbox e muitos outros. Todos esses negócios conquistaram alcance global utilizando as técnicas de crescimento acelerado.

Encontrando o seu Product Market Fit

Ryan Holiday descreve esse processo em quatro etapas ou pontos principais. O primeiro é o Product Market Fit, quando o seu produto (físico ou em forma de serviço) está totalmente alinhado às necessidades do seu público. Quando Travis Kalanick e Garrett Camp lançaram a Uber, em 2009, eles buscavam atender a uma demanda real de mobilidade urbana. As pessoas queriam novas soluções e a dupla de empreendedores encontrou uma forma de entregar isto se apropriando da tecnologia.

Para chegar a este resultado, o autor de Lean Start-Up, ou start-up enxuta, Eric Ries defende que se parta de um modelo inicial, o “minimum viable product”. No entanto, é preciso criar, medir e melhorar constantemente esse produto. As iterações, ou seja, a sequência de experimentos, pesquisas, métricas e análises programadas para acontecer diversas vezes ao longo do processo, permitirão alcançar a completa adequação à necessidade do seu público.

Atalho para crescer

O segundo ponto é encontrar seu atalho ou gatilho para decolar. Se você já tem um produto ou serviço no qual confia, não espere seu consumidor bater à porta. Você precisa trazê-lo para perto. Mas como investir em promoção, quando o budget só é suficiente para aplicar no seu core business? Empresas como Hotmail e Dropbox tiveram o mesmo questionamento, quando começaram.

No caso do Dropbox, o serviço de armazenagem e compartilhamento de arquivos, inicialmente, não era aberto. Os usuários se inscreviam em uma lista de espera para serem liberados depois. Pensando em aumentar a adesão, a empresa não usou propaganda. Um vídeo feito pela própria equipe foi espalhado em sites como “reddit” que permitem postagens gratuitas. O resultado foi astronômico em poucas horas, além da mídia espontânea.

Você não precisa atingir todo o mercado, mire em uma audiência estratégica e, depois que dominá-la, planeje sua expansão. Lembra do início do Facebook limitado a integrar estudantes de universidades? O Hotmail, por exemplo, incluiu ao final de cada email enviado pela sua plataforma uma mensagem simples: “Faça seu email grátis no Hotmail”. Cada usuário se tornou uma mídia para a companhia que conquistou um milhão de contas ativas em apenas seis meses. Pense nisso! Qual é a fortaleza do seu negócio online e como você pode fazê-la brilhar?

Todos querem “viralizar”

A “viralização” é a terceira etapa destacada por Holiday. E isso não tem nada a ver com sorte. Atingir um nível de identificação com seu usuário ou consumidor para levá-lo a compartilhar seu conteúdo e recomendar seu produto ou serviço à sua rede é um trabalho, acima de tudo, técnico.

É possível focar nos princípios e crenças do seu público (emoção), em tirá-lo da realidade (entretenimento) ou ainda em compartilhamento por recompensas (benefício). No e-commerce, essa última estratégia é bastante usada. Por exemplo: o consumidor que compartilhar ou indicar os amigos recebe bônus para comprar. No final, todos ganham.

Valorize a Retenção e Otimize seu Core

Todas as frentes do seu negócio digital estão conectadas. Se os seus esforços até aqui não culminarem em um trabalho de retenção bem executado, você terá prejuízo. O Twitter é um bom exemplo de diagnóstico interno, conforme explica Holiday.

Um estudo da companhia apontou que aqueles que seguiam até dez perfis no seu primeiro dia tinham mais probabilidade de se ficarem ativos na rede. A partir de então, a empresa desenvolveu um sistema de indicações para os recém cadastrados. Uma solução que se popularizou nos anos seguintes e, hoje, é um item praticamente “obrigatório” em redes sociais e aplicativos.

Entendeu como a retenção transcende sua estratégia promocional? Esse ponto está diretamente ligado à qualidade do seu produto ou serviço. Mantê-lo atual e necessário para o seu consumidor é o segredo. Eric Ries afirma que você deve aprimorar-se a fim de deixar o seu usuário tão contente que não consiga parar de consumir o que você oferece.

Aplique o Growth Hacking à sua loja virtual

Luxy Hair Exemplo de Growth Hacking

Quer um exemplo? Daremos dois. A loja online Luxy Hair, por exemplo, que comercializa apliques de cabelo, desenvolve uma estratégia que promete bons resultados. Para atrair os compradores, a marca utiliza vídeos e posts nas redes sociais sobre como cuidar dos cabelos, tendências e benefícios do alongamento. O usuário também pode ter seu post no site da loja, se utilizar a hashtag #LUXYHAIR. Ao registrar-se, o consumidor ainda ganha descontos para comprar. Imagine qual o potencial de engajamento que eles desenvolveram, apenas com estas três iniciativas.

Diamond Candles Blog Exemplo de Growth Hacking

Outro bom exemplo é o do e-commerce Diamond Candles. Com um produto muito específico, velas aromáticas, a empresa precisava de diferenciar para os compradores de seu nicho de mercado, a maioria, mulheres de 18 a 36 anos. Assim, surgiram as velas que escondem anéis em seu interior, revelados à medida em que o produto é consumido. Além do anel no valor de $10, as compradoras encontram um selo que mostra se ganharam outro item de até $5.000.

A marca estimula o compartilhamento das descobertas nas redes sociais (Facebook, Instagram, Pinterest e Twitter). O blog The Spark, mantido pela empresa, mantém as compradoras por perto, discutindo temas como DIY (Faça Você Mesmo), Casa e Decoração e Saúde e Bem-Estar. O resultado: mais de 1 milhão de fãs no Facebook, mídia espontânea nos maiores veículos dos Estados Unidos e milhares de novas vendas. Se inspire e utilize o Growth Hacking para fazer a sua loja online decolar!

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