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Parece que o e-consumidor se rendeu de vez à facilidade e variedade do comércio virtual de moda. Depois de anos educando as pessoas a perderem o medo de comprar roupas online (e ao mesmo tempo disponibilizando ferramentas que aumentam a confiança da compra sem o toque e experimentação), o setor vê a consolidação desse segmento. De acordo com o último relatório Webshoppers, em 2014 Moda e Acessórios manteve sua posição de categoria mais vendida no Brasil, com 17%. Nas segunda e terceira posição aparecem Cosméticos e Perfumaria/Cuidados Pessoais/Saúde e Eletrodomésticos, com 15% e 12%, respectivamente.

A novidade, porém, não é apenas o ótimo desempenho do setor, mas também a massiva presença de sites internacionais que estão vendendo como nunca para os brasileiros. Entre as categorias mais consumidas por brasileiros em sites internacionais, adivinhe, também está Moda e Acessórios (33%). Especialmente nos sites chineses, essa categoria apresenta um destaque ainda maior, sendo a mais procurada e mencionada por 52% dos e-consumidores.

A razão do alto volume de compras de roupas e acessórios de e-commerces chineses está, obviamente, no preço. Os produtos são muito mais baratos que os brasileiros, com preços excessivamente baixos, e as lojas ainda oferecem frete grátis.  Além desses dois fortes fatores, a China apresenta muita novidade em curto espaço de tempo, oferecendo coisas que não estão disponíveis por aqui ainda. Porém, na contramão de todas essas facilidades estão a baixa qualidade da maioria dos produtos e o tempo de entrega, que pode levar meses, além da possibilidade do produto ser taxado pela Receita Federal, o que pode fazer o “barato sair caro”. Outro ponto negativo é que se caso a mercadoria chegar com avarias ou precisar ser trocada por outra numeração, o processo de logística reversa é bem demorado e custoso.

Como os varejistas brasileiros de moda podem competir com essa avalanche chinesa de preços baixos? A primeira questão a se observar é que em termos de preço, não dá para competir com a China. Tendo isso em mente, o lojista precisa enaltecer os pontos positivos de seu produto e mostrar como pode oferecer mais ao cliente, como na alta qualidade da peça, tanto de materiais quanto acabamento; a disponibilidade em estoque e a entrega rápida e com taxas reduzidas (se puder ser grátis, melhor ainda); o processo rápido e fácil de troca; o emprego de mão de obra em conformidade com as leis trabalhistas do País; para citar alguns. Preço baixo não é o único valor que os varejistas devem oferecer aos seus clientes. Leia mais sobre esse tema aqui.

Mais do que nunca, fidelizar o cliente será a ação mais importante para não perdê-lo para a concorrência cada vez mais acirrada. Apesar da constatação da abertura do mercado internacional de moda online, há muito público para as lojas virtuais brasileiras, basta saber se posicionar e usar os argumentos certos para continuar vendendo, até porque o cliente que preza pela qualidade tem as suas marcas cativas e provavelmente não se arrisca em comprar roupas às cegas, de procedência duvidosa. Aquele que corre de loja em loja, de promoção em promoção, visando exclusivamente preço baixo, provavelmente não é o cliente que sua marca busca.

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