Tempo de leitura: 2 minutos

Todo o sucesso que Chris Anderson tem feito com sua teoria da "Cauda Longa", ou "Long Tail" como preferirem, levanta uma série de discussões a respeito da segmentação de produtos e clientes. Na verdade o ponto fundamental é o de como mudar a mentalidade de marketing de massa para marketing de segmento, O QUE NADA MAIS É DO QUE ESCUTAR O CONSUMIDOR E ATENDER ÀS SUAS EXPECTATIVAS.

Nenhuma teoria hoje é mais falada, discutida, profetizada, aclamada do que o chamado "Long Tail", escrita por Chris Anderson, editor chefe da Wired Magazine. Tudo começou em 2004, e em três anos se tornou mais que uma tendência, uma regra para as empresas que desejam sobreviver e ter sucesso na era em que os consumidores dão as cartas. Poderia escrever outro livro, ao invés de um simples post, se formos apenas discutir o que constatou Anderson. Que em poucas palavras significa que as pessoas, hoje, são conscientes de sua individualidade e os grandes hits não têm mais a mesma força que tinham outrora.

Porém gostaria de discutir aqui o quanto isso está apenas sendo discutido e o quanto o "Long Tail" está sendo explorado e implementado como estratégia pelas empresas. Quantas das empresas estão segmentando seus clientes? E eu não estou falando de sexo, idade e faixa salarial, essas "classificações primarias" eram regras em minha época de faculdade, há sei lá quanto tempo atrás, mas sim de comportamento, hábitos e anseios dos clientes sejam eles pessoas ou empresas. E ainda, até que ponto a estratégia contempla atender individualmente cada cliente, oferecer produtos e serviços que são pertinentes para cada indivíduo.

A fabulosa constatação de Anderson, onde hoje em sites como a Amazon.com, 98% dos títulos do catálogo de livros são vendidos em alguma quantidade em pelo menos 90 dias. O mesmo acontece com o Netflix e seus títulos de DVDs, Rhapsody e suas músicas, e deve certamente acontecer com o Submarino, Americanas.com e Livraria Cultura. O fenômeno acontece porque, justamente, as opções são muitas, e cada indivíduo tem a oportunidade de escolher o que mais lhe agrada, ou lhe satisfaz.

E digo mais. Só acontece porque hoje a tecnologia permite operacionalizar este universo, quase que infinito, de variações de produtos e serviços disponíveis aos consumidores. Hoje a produção em escala permite a customização de produtos, e os canais de fornecimento conseguem atingir nichos de mercados, que nunca foram atendidos completamente no passado. Dentre todos os canais, o e-Commerce é o principal vetor, principalmente por dois motivos:

  1. Não ter fronteiras, atinge a todos os públicos, e quanto mais segmentados melhor.
  2. Uma iniciativa de e-Commerce pode integrar diversos estoques, de diversos fornecedores, sem que os mesmos estejam fisicamente dentro da operação. O que permite agilidade no fornecimento e uma economia operacional que viabiliza a venda de qualquer produto ou serviço.

Mas como segmentar e diversificar a estratégia? Seguem algumas dicas no post "A arte de segmentar"

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Comentários