Thelma_Brait

O mercado on-line evoluiu bastante nos últimos anos.

Desde que comecei a trabalhar no varejo on-line, quando o modelo C2C era o mais popular meio de compra e venda na internet, até a loja virtual ser o que é hoje, muito além de um site que vende, houve muitas mudanças.

Durante esses anos, foi possível notar o e-commerce deixar de ser um projeto de alto custo, uma realidade que era somente para empresas que tinham muita expressão no mundo físico; houve ainda a chegada do SEO e sua contribuição nas métricas e resultados (também financeiros) da operação.

Também foi claro o desafio de algumas empresas (de segmentos como moda e móveis) iniciarem suas operações no on-line, obterem sucesso e fazerem o caminho inverso (abrindo lojas físicas) para adequação do assunto tão falado: a multicanalidade (Omnichannel), que trouxe nessa onda o crescimento do mobile e a importante presença nos marketplaces, além de diversas outras iniciativas, como “Retire na Loja”, “Troque seu produto na loja mais próxima” entre outras.

Com toda a evolução, pela primeira vez, vivemos um momento em que, claramente, nenhuma ação é mais forte sozinha.

O tempo não criou uma linha evolutiva, mas sim correu em formato espiral.

O cliente (e seu perfil de consumo) direcionou cada vez mais nossas iniciativas, teve igual evolução, papel fundamental e foi o principal propulsor para o amadurecimento do mercado on.

No avanço de nossas análises e métricas fomos percebendo o quão importante (e rentável) é fidelizá-lo, pois diminuir o CAC – custo de aquisição de cliente é só o inicio dos resultados saudáveis que ter uma “clientela” fiel pode proporcionar e então, focados nesse objetivo, os principais movimentos acontecem entre a relação: recursos da loja virtual x ações de marketing digital.

Então, estamos prontos para o próximo passo?

Não… Ainda não!

De fato, o SEM, retargeting, mídia display, entre outras ações já estão bem estabelecidas hoje e, aliados aos recursos da loja virtual, são vitais para o varejo on-line. Mas, estamos pensando em tudo?

Na maioria das reuniões que realizo, a pergunta sobre a disposição financeira ideal que a empresa deve ter para suas ações de marketing digital sempre está presente nos anseios de quem está iniciando ou reavaliando seu negócio e o que tenho percebido é que cada vez menos as empresas têm praticado o exercício de pensar sobre o posicionamento de sua marca de forma genuína.

Sinto falta da preocupação com o Marketing (puro).  E sempre quando me é dada a oportunidade de compartilhar opinião, faço questão de exercitar e provocar esse pensamento, que soma o cenário da empresa x segmento x recursos da plataforma de e-Commerce.

Publicidade é muito mais do que ser visto o tempo todo e, portanto, lembrado. É ser querido.

Imagino que você deve estar se questionando: O que mais poderíamos fazer?

Entre tantas ações interessantes, vou citar três situações do que é comum (e necessário) versus algumas opções do que não é pensado:

  1. É comum querermos oferecer ao cliente a facilidade de retirar seu produto comprado no e-commerce, na loja mais próxima, certo?

Mas… É comum, ao lançar uma loja física, pensar em criar uma página para captação de leads, com comunicação clara no evento de inauguração e que permita algum “mimo” exclusivo para os que estiveram presentes?

  1. É comum enviarmos e-mail marketing para nossos clientes semanalmente, contendo promoções imperdíveis, com mailing, clusterizados, por perfis de compra, acesso ou até de datas comemorativas como “aniversariantes do mês”, certo?

Mas… É comum oferecermos aos nossos clientes que mais compram e sempre estão conosco um canal totalmente diferenciado, com acesso restrito e portfólio de produtos exclusivos?

  1. É comum estarmos com nossos banners em portais e sites, colocando nosso principal produto em espaços on-line de conteúdo relevante para o público daquele canal, certo?

Mas… É comum procurarmos parcerias com empresas, que tenham sinergia com nosso negócio, no mercado off para possibilitar um canal exclusivo de vendas, com portfólio e tabela de preços vantajosa aos funcionários da empresa parceira?

E assim como essas, há muitas outras maneiras de termos maior aproveitamento de tudo que já conhecemos, pois a busca por profundidade nas demandas inerentes ao varejo on-line e seus reais propósitos, unidos a um olhar sincero sobre o seu negócio, poderão te levar a percorrer um caminho muito próspero: O da sustentabilidade.

Por Thelma Brait – Executiva Comercial da Rakuten Brasil

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