Cenário do empreendedor

A estruturação operacional, tecnológica e financeira para começar a vender na internet ainda é vista como uma barreira por muitos empreendedores. Apesar do avanço na disseminação do conhecimento e das várias ferramentas no mercado, muitos entrantes continuam a recuar. Seja diante das dificuldades para escolher o segmento de atuação, como se destacar, ou, principalmente, uma solução tecnológica com qualidade e custo razoável para que a sua empreitada seja lucrativa e sustentável.

Para o empreendedor, tomar tantas decisões simultâneas gera uma insegurança que geralmente tem dois desfechos: desistir ou fazer escolhas aleatórias que podem não ser benéficas. A inovação tem que contribuir diminuindo as cargas variáveis para os que dão os primeiros passos online. As principais atividades para conquistar de novos clientes são o marketing, a assistência para vendas e o pós-venda. Afinal, encantar o cliente é o maior ativo do lojista, pois garante a sua fidelidade nas compras futuras.

Momento de reflexão

Será possível, com a ajuda da tecnologia, os empreendedores a terem mais tempo de pensar nas estratégias e diferenciais de seu negócio? Como testar diferentes segmentos de mercado sem pesquisar e comprar estoque para tentar vender, sem perder dinheiro no caminho? Ou seja, imagine uma loja virtual com a opção de selecionar os produtos a venda, testar, escolher outros categorias e avaliar novamente. Tudo isso sem correr riscos como: investimentos em estoques, perda por categorias mal-sucedidas.

Essa opção existe! É a operação de venda online sem estoque

Na verdade, sem estoque local, pois o modelo seria melhor descrito como uma operação com uso de estoque e logística de terceiros. Essa condição poupa o lojista de uma série de obrigações. Evitaria, por exemplo, a necessidade de ter mercadoria suficiente para os primeiros meses, a montagem do centro de armazenagem com mobiliário e sistemas de controle e gestão, a contratação e o treinamento de profissionais para o picking and packing dos produtos, entre outras responsabilidades realizadas na operação de e-commerce.

Outra vantagem interessante são os fornecedores com um amplo inventário, assim, a loja virtual pode começar com um portfólio grande e diversificado. O que isso representa na prática? Um boom de oportunidades! Quanto mais skus, maiores são as possibilidades de realizar campanhas promocionais criativas, aumentando a conversão e o tíquete médio do carrinho. Outra opção é trabalhar estratégias como o up-selling e o cross-selling, garantindo maior rentabilidade a partir de cada cliente que compra no site.

Up-selling e Cross-selling

Com o up-selling, a loja virtual recomenda ao comprador um produto mais completo por um preço um pouco acima do que ele já pagaria pela mercadoria pesquisada. Um exemplo é ofertar um computador com configurações mais robustas do que o encontrado. Já no cross-selling, o e-commerce oferece itens complementares à intenção de compra inicial do usuário. Por exemplo, ofertar um fone de ouvido potente por preço promocional para quem está buscando determinado celular. Nas duas situações, a loja pode ganhar em faturamento, e o consumidor em economia e qualidade. Parece simples, mas são detalhes como esses que garantem sucesso com clientes fidelizados.

Existem duas maneiras bem conhecidas de trabalhar com estoque terceirizado e aproveitar seus benefícios, porém pouco exploradas. A primeira é o Cross Docking. Essa modalidade funciona após o pedido ser fechado, o fornecedor envia a mercadoria ao lojista. Ele será responsável pelo empacotamento e despacho para o cliente. Com essa opção, a loja virtual tem mais controle sobre o produto, no entanto, precisa estar preparada para fazer o manuseio e envio adequadamente. É desvantagem também o “tempo”. Ou seja, a mercadoria precisa ser encaminhada de forma expressa para a loja e, só depois, para o consumidor final.

Outra alternativa é o Dropshipping. O lojista recebe os pedidos online, e o fornecedor cuida de embalar e enviar a mercadoria diretamente ao comprador. Ou seja, o problema anterior praticamente desaparece, assim como os custos com armazenagem. Assim, o lojista pode focar no que é a sua especialidade: vender! Essa opção alivia o fluxo de caixa e aumenta a eficiência operacional da loja que não precisará bancar um centro de distribuição com todos os seus requisitos.

Hora de planejar!

Obviamente, como em toda operação, para que um e-commerce sem estoque seja próspero é necessário que o empreendedor não descuide do seu planejamento. Ao trazer isso à tona, refiro-me a detalhes importantes. Por exemplo, escolher o seu segmento ou nicho de atuação antes mesmo de imprimir sua marca no ambiente digital. Além de priorizar parceiros confiáveis que possam ajudá-lo a crescer com segurança. Usar plataforma automatizada e já integrada a esses distribuidores é uma maneira de economizar tempo e esforços. Com isso, rapidamente, a loja está pronta, o portfólio de produtos selecionado, e o lojista está pronto para vender. Tudo isso, sem se preocupar com estoque ou logística.

Quando ter mais produtos, consequentemente maior volume de pedidos, não pode esquecer a experiência do usuário. Vale redobrar a atenção em pontos simples como a descrição dos produtos e a qualidade das imagens. Não é raro encontrar marcas que, devido ao rápido ganho de escala, negligenciam esse aspecto fundamental. Com isso, veem seu faturamento cair na mesma velocidade. O lojista precisa acompanhar de perto os seus KPIs  para prever todas as situações e lidar com elas.

O primeiro passo de muitos

Com mais de 20 anos trabalhando com ecossistemas de finanças e internet, posso afirmar que, atualmente, a capacidade de investimento (seja para atração de tráfego ou aquisição de um leque de mercadorias adequado) é um gargalo em direção do sucesso do e-commerce. Procure soluções inovadoras pensando nas suas dores diárias, priorizando o relacionamento com seus parceiros e aproveitando melhor o seu inventário. Esse tipo de modalidade não só derruba os custos com estocagem, manuseio e logística, como cumpre com um papel importante. Ela aumenta a latitude de ofertas da loja virtual, o que contribui para o seu lucro e longevidade.

Em determinado momento, o lojista pode se sentir confiante para desenvolver seu próprio estoque. É mais natural e fácil de se realizar após que os primeiros passos já foram dados com a ajuda da tecnologia. E isso está mais próximo de nós do que pensamos.


 Por René Abe, Presidente e CEO, Rakuten Brasil

 

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