Desde que o boleto registrado obrigatório foi anunciado, em 2015, pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o tema já gerou muitas discussões. O fato é, dois anos depois, o cronograma de implantação da medida, enfim, começou a entrar em vigor. Por isso, os lojistas online precisam se preparar para não terem dor de cabeça com mudança. Se você ainda tem dúvidas sobre o que é e como trabalhar com o boleto registrado, fique com a gente! Nesse artigo, abordaremos os principais detalhes relacionados ao tema e os impactos para o e-commerce.

Boleto Registrado Código de Barras

Fique ligado!

O boleto registrado nada mais é que a emissão do boleto registrado em nome e no CPF ou CNPJ do pagador, com data de vencimento e valor a ser pago, conforme determinado pelo Banco Central. Com esta modalidade, os dados do comprador são enviados aos bancos já no momento da emissão, diferentemente do boleto sem registro, em que a instituição financeira só tinha acesso a essas informações quando o pagamento era realizado pelo consumidor.

O boleto é largamente adotado pelas lojas virtuais para atender a uma demanda específica dos consumidores brasileiros no ambiente online. A opção pela modalidade “sem registro” tem profunda relação com o custo, já que, com esta alternativa, o lojista arcava apenas com a tarifa aplicada pelo banco aos boletos quitados.

Um fator importante, considerando que, segundo a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), de 30% a 50% dos boletos que são emitidos pelas lojas online não são pagos pelo comprador. Dessa forma, o lojista não teria o risco de pagar uma taxa se o consumidor desistisse do pagamento.

Mudanças inevitáveis

As carteiras sem registro não são mais comercializadas pelos bancos desde julho de 2015. Com a implantação obrigatória do boleto registrado, não há escapatória. O processo integrado gera custos extras aos bancos e também à empresa, encarecendo a operação.  Agora, o lojista estará sujeito a outras tarifas, além da taxa de emissão, como, por exemplo, a tarifa de baixa por boleto não-pago.

Claro que, o impacto no negócio será de acordo com a forma contratada pela loja virtual para oferecer o serviço. Se o lojista possuir um facilitador ou intermediador pagamentos, fica mais fácil. No caso da Rakuten Pay, por exemplo, os boletos já estão adequados à nova regra e o lojista continua pagando tarifas somente por boletos quitados. Se a loja virtual negociar diretamente com o banco, terá que arcar com os custos incrementais, além da integração com o sistema.

Vantagens e Desvantagens

O boleto registrado obrigatório faz parte da Nova Plataforma de Cobrança, da Febraban, que integra os bancos em um sistema unificado. De acordo com a entidade, a iniciativa ajudará a aumentar a segurança, diminuindo o volume de fraudes em transações via boleto.

Dados da Federação apontam que cerca de 3,7 bilhões de boletos bancários de venda de produtos/serviços ou de doações são pagos por ano no país. No ambiente online, o não registro desses boletos propicia ações fraudulentas, representando impacto significativo na reserva de estoque da loja virtual. É nesse ponto que o novo sistema pretende agir.

Calendário de implantação

Para implantar o boleto registrado obrigatório, a Febraban definiu um calendário por faixas de valores.

Acompanhe o cronograma:

  • 10.07.2017 – Boletos com valor igual ou superior a R$ 50.000,00
  • 11.09.2017 – Boletos com valor igual ou superior a R$ 2.000,00
  • 09.10.2017 – Boletos com valor igual ou superior a R$ 500,00
  • 13.11.2017 – Boletos com valor igual ou superior a R$ 200,00
  • 11.12.2017 – Boletos de todos os valores
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