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A cena onde a família se reúne para jantar e logo em seguida acompanha junta o noticiário do dia está em processo de extinção. Cada vez mais os lares têm mudado suas características. Hoje, e provavelmente daqui para frente cada vez mais, as pessoas têm dentro de suas próprias casas ambientes distintos para cada membro de suas famílias. E esse novo hábito vem interferindo diretamente na formação dos indivíduos, seus grupos e hábitos de vida.

A vida corrida e desregrada muito freqüente nas grandes cidades vem distanciando cada vez mais pais e filhos. Os horários não são mais os mesmos para todos, o espaço na agenda para o jantar em família já não existe mais – até porque os almoços em conjunto deixaram de fazer parte da rotina há muito tempo. Esse distanciamento das pessoas em suas próprias famílias cria a necessidade de cada indivíduo buscar em algum lugar uma compensação.

A começar pelos jovens e adolescentes, ao entrar-se em um quarto de pessoas desta faixa etária já de podemos sentir o este feito, que resulta em uma outra tendência: As pessoas estão se tornado multitarefa. Muito ajudado pelo avanço tecnológico, este novo comportamento encontrou uma série de aliados, que fazem com que a geração Y – geração nascida no começo da década de noventa, junto com a Internet – encontre fora do ambiente familiar seu próprio mundo.

É muito comum encontrarmos um adolescente de classe média, ao mesmo tempo em que escuta em seu iPod seu próprio repertório, escolhido à dedo em um site de download de músicas, também jogando videogame, ou conversando via instant messenger com seus amigos de escola e de web(!!!), com a TV ligada, os livros da escola e mais uma série de revistas jogadas em cima da cama.

As pessoas estão se tornando multitarefa! Os professores e diretores de escola estão entrando em pânico com este novo comportamento: Como interagir com essa geração que interage ao mesmo tempo com tudo? Uma geração conectada ao mesmo tempo a grupos, blogs, comunidades, MSN, iPod’s e desconectada da própria família. Uma geração que se interessa por tudo, interage com tudo, mas não se concentra ou se aproxima de nada.

Segundo Rafael Davini, da Turner International, 24% da audiência do Cartoon Network está fazendo alguma outra coisa enquanto assiste a TV. Muitos dessa nova “Geração M” nasceram juntos com a Internet, assim fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo é parte da rotina, ou mesmo do DNA, destes novos indivíduos. Porém, o mais curioso é que essa tendência, aos poucos, vem se espalhando por todas as outras gerações.

Um estudo da eMarketer revela que os adultos, ao mesmo tempo em que estão conectados à Internet, também estão recebendo informações de diversos outros meios.


Essa é a prova que os veículos de comunicação, assim como os canais de vendas são complementares. A concorrência pela atenção deste enorme grupo de consumidores deve levar em consideração que as pessoas são multimpactadas, multiconectadas e multinformadas. Os novos consumidores estão envolvidos por uma atmosfera de informação e consumo. Mas o poder de escolha, agora mais do que nunca, está nas mãos deles, somente o pertinente e relevante fará parte desta tão disputada audiência.

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