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Desde da aprovação do Ministério de Assuntos Internos e Comunicações do Japão, a Rakuten está avançando na construção de sua própria nova rede móvel, impulsionando a inovação revolucionária do mundo. Em breve, será a primeira operadora lançada no Japão depois de mais de uma década.

Uma nova arquitetura para uma nova rede

Durante a Rakuten Technology Conference 2018, em Tóquio, Tareq Amin, CTO da Rakuten Mobile Network, explicou pela primeira vez sobre a abordagem revolucionária da sua equipe para construir a quarta maior rede do Japão.

24012019_Rakuten e a primeira rede móvel Cloud-Native do mundo

“A jornada que embarcamos aqui permitirá uma transformação completa na infraestrutura das telecomunicações”, explicou Amin. “Estamos construindo de ponta a ponta a primeira rede que será totalmente virtual e cloud-native do mundo!”

Uma jornada para alcançar essa meta

Desde 2014, os consumidores no Japão desfrutam do serviço de telefonia móvel acessível da Rakuten Mobile. O serviço cresceu e se tornou a maior operadora móvel do País. Ele desfruta desse sucesso especial por atrair principalmente os jovens com taxas baixas e incentivos interessantes no programa de fidelidade. Como operadora, no entanto, a Rakuten Mobile utiliza a infraestrutura de outras grandes empresas de rede para fornecer seu serviço. Isso limitava a sua capacidade de inovar tecnicamente e ofertar novos serviços aos clientes.

A nova rede móvel fornecerá cobertura em todo o país asiático. Para isso, a Rakuten mobilizou seus parceiros e funcionários para rapidamente proteger os sites durante a construção da rede de acesso de rádio. Também ficou acordado com a KDDI Corporation para fornecer os serviços de roaming durante o período de construção dessa nova infraestrutura.

No entanto, surgiram especulações sobre o ambicioso cronograma e orçamento proposto pela Rakuten para o desenvolvimento desses planos. “Como você pode fazer isso?”, “Não é possível construir uma rede em apenas 12 meses, principalmente sem um investimento significativo”, foram alguns dos comentários que Amin escutou. “É possível porque estamos implantando uma arquitetura muito diferente, aproveitando as habilidades da Rakuten como uma empresa líder no ramo da tecnologia”, afirmou o CTO.

Uma rede nativa para o futuro

A maioria das empresas de telecomunicações ao redor do mundo embarcou nessa jornada transformadora. “No entanto, eu diria que houve pouco progresso ao implantar uma verdadeira rede cloud-native”, afirmou Amin. O CTO acredita que nenhuma delas transferiu todas as operações para a nuvem ainda, por isso a Rakuten será a única empresa no mundo que vai permitir isso.

Ele vê a nuvem como o caminho óbvio para o futuro do segmento. “Como você pode se tornar mais ágil? Isso só pode acontecer quando você cria redes cloud-native. Hoje, elas não são ágeis ou escaláveis”, pontuou. E mesmo assim, as empresas parecem relutantes em dar o próximo passo. Amin prevê que a Rakuten liderará o setor com sua nova rede. “Enquanto todo mundo já fala há algum tempo sobre essa necessidade, a primeira implementação mundial da arquitetura de telecomunicações na nuvem realmente acontecerá no Japão com a Rakuten”, analisou.

Virtualização de rede e edge-computing

Atualmente, as empresas de telecomunicações estão em diferentes estágios na transformação de rede para uma infraestrutura virtualizada completa. Esse tipo de rede permite a mudança do modelo em que hardware e software são fortemente acoplados para possibilitar que a tecnologia Network Functions Virtualization (NFV) acompanhe as constantes mudanças das condições de mercado. A NFV usa os princípios da computação em nuvem para criar plataformas de entrega de serviços com maior agilidade e personalização.

A maior vantagem da Rakuten é sua cultura de pessoas e trabalho. “Nós não somos uma empresa de telecomunicações – somos uma empresa de TI com engenheiros de TI altamente qualificados, e isso é uma grande vantagem ”, disse Amin. “Nossa organização de TI entendeu e domina as tecnologias de virtualização e contêiner há anos. A Rakuten Mobile Network será 100% virtualizada e totalmente automatizada. Nosso acesso via rádio é completamente virtualizado e funciona como NFV em uma nuvem privada horizontal, o que é uma coisa muito importante no setor em que estamos inseridos”, complementou.

Edge Computing é outra área que o CTO da Rakuten Mobile Network acredita estar atrasada. Essa tecnologia permite que os dados sejam processados perto de onde são criados. Evitando assim enviar por longas distâncias para serem processados ​​na nuvem. “O conceito é simples: se empurrarmos o conteúdo para mais perto do usuário, esse poderá acessá-lo com mais rapidez e facilidade. Essa é toda a ideia de latência”, explicou Amin.

Ele ainda acredita que, apesar de terem muitas evidências da tecnologia Mobile Edge Compute, nenhuma empresa de telecomunicações a tenha aplicado em grande escala nas suas redes. “A primeira implementação da verdadeira Mobile Edge Compute também acontecerá na Rakuten. O que isso significa para o consumidor final é a rapidez com latência quase zero para acessar aplicativos e conteúdo” comunicou Amin.

Liderando o caminho em redes 5G

Outro destaque são as investidas na inovação do 5G. Nesse processo, a Rakuten está trabalhando em parceria com Nokia, Altiostar, Cisco, Mavenir, Intel, Qualcomm, Quanta e NEC. De acordo com Amin, implantar o verdadeiro 5G faz parte dessa jornada móvel da empresa.  “Se você olhar para qualquer operador tradicional, verá que é pouco complexo para atualizar para o 5G. Precisa virtualizar completamente a infraestrutura e implantar nova arquitetura central e acesso de rádio”, explicou.

Na Rakuten, toda essa tecnologia principal, incluindo a Rede de Acesso por Rádio, está totalmente pronta para 5G. Além disso, não possui uma infraestrutura desatualizada e legada o que a diferencia das outras empresas e garante uma vantagem significativa. “Não precisamos nos preocupar em criar e transformar nossa rede de 3G ou 4G para 5G. Desde o dia zero, a rede Rakuten está pronta para 5G”, afirmou Amin.

Ao mesmo tempo, o CTO da Rakuten Mobile Network não considera os serviços oferecidos atualmente como verdadeiros 5G. “Se você realmente deseja oferecer funcionalidades como a rede fatiada dentro dessa arquitetura, é preciso implantar um núcleo 5G autônomo, como a Rakuten está já fazendo”, pontuou.

Uma indústria em evolução

No fim, essa jornada de transformação não será apenas sentida no Japão. Essa é uma implementação mundial. Mudando o mundo das empresas de telecomunicações tradicionais. Mas, para Amin, uma indústria em mudança não significa nada além de uma boa notícia para o público em geral. “Quem se beneficiará de toda essa perturbação? São os consumidores no Japão” concluiu.

 


Fonte: Rakuten.today

 

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