Está chegando a época das compras online. Seu website está preparado para tanto movimento?
Se parece que os rituais anuais de consumo, também conhecidos como compras de Natal, começam mais cedo a cada ano, é porque começam. Para sites de e-commerce, que vivem dessas vendas, qualquer interrupção ou problemas de desempenho pode ser devastador – especialmente para pequenas e médias empresas (PMEs), que contam com os últimos meses do ano para gerar mais lucros. Post completo »
A Facebook é fantástica, mas se deixar você acaba se perdendo nas milhares de páginas que encontra pela frente sem chegar a lugar algum.
Pensando nisso, a Handbags adicionou uma barra de ferramentas sociais na sua loja virtual que permite aos clientes convidarem amigos da Facebook para conhecer a loja sem a necessidade de entrar na Facebook para recomendar.
A promoção é a seguinte: se o cliente conseguir que três amigos da Facebook se cadastrem na Handbags, o cliente ganha 25 dólares de crédito para utilizar nas próximas compras.
Confira abaixo a barra social da Handbags.com em ação:
Bill Bass, ex-executivo da Lands’ End, Sears, Fair Indigo e agora Charming Shoppes, subiu no palco do Annual Summit da ShopOrg ontem para quebrar tudo.
Provocativo, ele falou sobre 5 lições que aprendeu nos últimos 15 anos vendendo online.
Confira:
Lição #1: Ecommerce não é apenas uma loja, ou o canal de vendas mais barato que existe.
De maneira a utilizar todo o potencial da sua loja virtual, você não pode tratar o seu web site como uma das suas lojas físicas. Por que? Porque o ritmo e a dinâmica da web é totalmente diferente de uma loja física.
Um exemplo: o tráfego da web tende a atingir o pico durante a semana enquanto as lojas físicas atingem o pico no final de semana (lição: a promoção que vai arrebentar a boca do balão nas lojas físicas no próximo sábado, vai arrebentar a boca do balão na web na próxima quarta-feira). Bass recomenda que os varejistas "acertem o pato quando ele estiver voando – e os patos estão voando online durante a semana".
Além disso, Bass disse que as métricas para o sucesso são completamente diferentes entre os dois canais. "Se eu for até uma loja física nesse exato momento e perguntar por métricas de sucesso, ninguém vai me dizer "fácil de pesquisar e checkout rápido". Eles vão dizer alguma coisa completamente diferente."
"Olhar a sua loja virtual como + 1 loja é a coisa mais burra que você poderia fazer na sua vida. Se você tratar a sua loja virtual da mesma maneira que trata "mais uma loja física", você está sub-utilizando o seu potencial."
Lição #2: Estrutura organizacional importa.
Existem duas maneiras tradicionais de organizar as empresas para o comércio eletrônico. Na primeira maneira, a equipe do ecommerce opera completamente independente. No segundo modelo, a qual integra as operações de ecommerce com o resto da empresa, a equipe de marketing gerencia o marketing digital e o marketing tradicional, compradores trabalham para ambos os canais etc.
De acordo com Bass, nenhum desses modelos funciona particularmente bem. "O que você precisa é um modelo que se encontra no meio do caminho entre esses dois modelos tradicionais". Na sua visão, o grupo de ecommerce deveria ser independente e se reportar direto para o presidente da empresa.
Na visão de Bass, a estrutura certa é fator crítico de sucesso para que o ecommerce consiga os recursos e a atenção que merece. Uma equipe de ecommerce se reportando para marketing vai focar apenas em marketing. Uma equipe de ecommerce se reportando para a equipe de lojas, vai focar apenas na loja.
Melhor ou pior, a web sempre força mudanças dentro das empresas. "Além disso, o presidente que não vê a necessidade de ter a equipe de ecommerce se reportando diretamente para ele deve rever as suas prioridades. Se 30% das suas vendas estão vindo da internet, não existe nada mais estratégico do que a web. Se o cara não entender isso, vai ficar para trás."
Lição #3: Foco, Foco, Foco. Não se distraia com objetos brilhantes e métricas sem sentido.
Ninguém tem dúvidas da imensa quantidade de idéias "revolucionárias" que surgiram no ecommerce nos últimos tempos, mas o desafio está sem separar as idéias que realmente valem a pena implementar das idéias que não passam de non-sense.
"Foursquare, por exemplo, é um objeto brilhante que não passa de um mero modismo."
"Quando você pára para analisar o que determina o sucesso da sua loja virtual, você percebe que se trata de apenas algumas poucas coisas: busca e checkout rápido. Essas funcionalidades tornam a vida das pessoas mais fáceis. Foursquare não torna a vida das pessoas mais fáceis. Portanto, esquece o Foursquare"
De acordo com Bass, todas as métricas de um ecommerce deveriam girar em torno de "busca e checkout rápido", o resto é besteira.
Lição #4: Preste atenção a Lição #3.
E no final o resultado virá da "busca e checkout rápido", disse Bass, mas existem algumas maneiras de fazer o básico bem feito e focar em outros elementos da experiência de compras para aumentar as vendas. Durante a sua apresentação, Bass falou sobre a nova loja virtual da Charming Shoppes’ www.FashionGenius.com. O site oferece uma nova e incrível maneira de fazer pesquisas de produtos a partir do momento que o visitante preenche uma pesquisa de 3 minutos. O sistema é SHOW DE BOLA, experimente!
Bass chama a nova loja virtual de "A Google das Roupas”. Mais de 60 mil pessoas já preencheram a pesquisa online na nova loja.
Lição #5: Olhe para o que vem por ai.
Uma das principais lições que Bass aprendeu em ecommerce nesses anos todos é que olhar para frente é muito mais importante do que olhar para trás. E o que vem por ai? De acordo com Bass, 30% das vendas das lojas físicas está se movendo para o mundo online, um verdadeiro "cataclisma varejista" está prestes a acontecer. E a coisa toda vai apenas piorar para as lojas. Bass chegou a recomendar aos varejistas que não se comprometam com financiamentos de longo prazo para suas lojas físicas. A coisa toda vai quebrar.
O que mais irá revolucionar o mundo do varejo? "Coloque os seus olhos no iPad", Bass disse, "Você não consegue jogar Angry Birds no seu computador – não funciona". "E a experiência de compras no iPad é empiricamente superior a um web site. Eu chego a acreditar que o iPad é a coisa mais importante que vai acontecer com o ecommerce nos próximos anos."
O que Bass acredita que ainda não está pegando?
Smartphones.
"Se eu estou em um restaurante, ok, smartphone é legal, mas os smartphones ainda não funcionam para todas as categorias de produtos". Outra coisa que Bass acredita que ainda é irrelevante são as redes sociais. "Redes sociais são importantes para serviço, não para vendas".
Talvez você não consiga concordar com todos os pontos de vista da Bass, mas uma coisa é certa, ele provoca você a pensar.
Uma das maiores preocupações de todo gestor de e-commerce é aumentar constantemente o número de visitantes na sua loja virtual.
A Ticketmaster descobriu como fazer isso usando a Facebook.
Não seria o máximo se você pudesse descobrir como direcionar uma fração dos milhões de usuários da Facebook para a sua loja virtual?
Ontem no Annual Summit do ShopOrg, Kip Levin, EVP de Ecommerce da Ticketmaster mostrou como eles conseguiram atingir esse objetivo.
Até 2001 os compradores da Ticketmaster tinham que ficar horas e horas na fila, as vezes dias, para encontrar o melhor assento em um dos milhares de eventos vendidos pela Ticketmaster.
Muitas vezes os fãs tinham que dormir em barracas para conseguir o assento, tornando o processo de compras de ingressos um "evento social".
Uma vez que a web se tornou o principal canal de vendas de ingressos para a Ticketmaster, e uma vez que o fenômemo das redes sociais começou a tomar o lugar da web, os executivos da empresa começaram a pensar em uma maneira de tornar o processo de compras de tickets um evento social.
O experimento social online da Ticketmaster começou adicionando links, bookmarks e botões de compartilhar por todo o web site de e-commerce.
Mas no último ano, a Ticketmaster relançou a sua estratégia social com foco nos botões da Facebok. Primeiro, eles começaram colocando textos contextuais ao redor dos botões "curtir".
O retorno: cada botão "curtir" trouxe um adicional de 5 dólares em vendas. Cada link "recomendo" compartilhado na Facebook teve o mesmo resultado.
Eles então resolveram dar um passo além com uma integração customizada através da funcionalidade de RSVP. A simples tarefa de "dizer aos amigos que você vai participar do Rock In Rio" trouxe adicionais 5 dólares em vendas de ingressos.
O executivo disse que essas estatísticas foram fatores chaves de sucesso para justificar maiores investimentos na rede social. Depois do sucesso dos botões "curtir", o próximo passo seria a integração completa da homepage da Ticketmaster incluindo recomendações personalizadas baseadas nos dados da Facebook bem como a funcionalidade de "amigos da Ticketmaster" com feed de notícias.
Todos esses itens foram super bem sucedidos, mas Levin percebeu que uma oportunidade chave ainda havia sido deixada de lado: "O típico comprador de ingressos não compra apenas 01 ingresso. Quem são esses "convidados" que vão participar do evento junto com o comprador? E como a Ticketmaster poderia engajar esse grupo de pessoas?
Então, a equipe de e-commerce da Ticketmaster encontrou a solução, confira no vídeo abaixo:
Qual foi o sucesso da mapa de assentos interativo para a Ticketmaster? Levin disse que 80% dos usuários compartilham a informação sobre ingressos através da Facebook com todos os amigos e conhecidos. A habilidade de "tagear" os convidados que irão no evento com o comprador aumentou em 33% o número de visitantes na Ticketmaster.com
Show de bola, certo?
Toda compra é social. Ninguém compra nada para si mesmo. Todos os produtos e serviços que compramos tem algum fim social com a família, amigos e conhecidos.
O que você está fazendo para ajudar o seu cliente a tornar a compra que ele fez social também na web?
"Se você focar em proporcionar uma grande experiência de compras para as pessoas, grandes coisas vão acontecer.", finalizou Levin.
Pouco mais de dez anos atrás, dois primos juntaram as economias e decidiram abrir uma lojinha de sapatos no centro de São Paulo. O empreendimento mobilizou a família, que resolveu ajudar no batismo do negócio. Durante um jantar, a mãe de um dos garotos sugeriu: “agora que só se fala de internet, por que vocês não colocam um nome que tenha a ver com isso?”
Sem querer, ela havia vaticinado o futuro da empresa. Hoje a Netshoes é a maior de seu segmento no comércio eletrônico. Mesmo vendendo apenas produtos esportivos, o site ultrapassou o Submarino em número de acessos e encostou no Americanas.com, líder nesse quesito, segundo os últimos dados da consultoria ComScore. “Queremos ser reconhecidos pelo cliente como a melhor loja online do País. E neste mês devemos alcançar o posto de maior e-commerce em número de usuários”, diz Roni Bueno, diretor de marketing da Netshoes.
Em receita, porém, a Netshoes continua bem menor que o B2W. O grupo que reúne os sites Americanas.com e Submarino faturou mais de R$ 4 bilhões no ano passado – contra cerca de R$ 400 milhões da Netshoes. Mas alguns negócios fechados recentemente ajudam a dimensionar a relevância alcançada pela empresa. A Netshoes vai operar, por exemplo, as lojas virtuais da americana NBA e da marca Puma no Brasil e, até o fim do ano, dará início a seu processo de internacionalização, com um site na Argentina.
Muito do que aconteceu entre o episódio do jantar em família e a posição ocupada pela Netshoes hoje é mantido em sigilo. Um dos fundadores da empresa é o empresário Marcio Kumruian – que não concede entrevistas. O nome do outro sócio não é revelado. No fim do ano passado, a empresa recebeu um aporte – de valor desconhecido – do fundo Tiger Global Management, que já investiu em empresas como Peixe Urbano, Mercado Livre e Catho online. Nem o faturamento da empresa é divulgado (o valor apresentado nessa reportagem foi apurado com fontes do setor).
Apesar do mistério, duas estratégias são reconhecias pelo mercado como as principais responsáveis pela expansão da Netshoes. A primeira é o pioneirismo. “A empresa foi a primeira a explorar o segmento do esporte e investiu muito em marketing”, diz Alexandre Umberti, diretor de marketing e produtos da consultoria e-bit. A Netshoes é uma das maiores anunciantes da internet, com mais de sete mil banners de propaganda em sites. Na TV, a companhia fechou pacotes de publicidade em intervalos dos jogos de futebol.
A segunda arma da empresa é a agilidade nas entregas. A logística é hoje, de longe, o maior obstáculo do e-commerce brasileiro. No Natal do ano passado, ficou evidente o descompasso entre o crescimento no número de pedidos de consumidores e a habilidade das empresas de realizar as entregas.
A Americanas.com, por exemplo, chegou a ser proibida pela justiça de vender diante do volume de atrasos. Assim como as concorrentes, a Netshoes depende de empresas terceirizadas de transporte, mas decidiu manter o controle sobre o processo dentro do centro de distribuição. A varejista leva, em média, duas horas para despachar uma mercadoria desde o momento em que o pedido é feito.
Reclamações. Isso não significa, porém, que a empresa está imune às reclamações de consumidores. Segundo um levantamento do site Reclame Aqui, a empresa recebeu mais de 1.200 queixas no primeiro semestre. Trata-se de um número bastante inferior ao da Americanas.com (que registrou 14.700 reclamações), mas representa um aumento de 250% em relação ao ano passado.
E esse não é o único problema que veio com o crescimento. A concorrente Centauro, maior rede de artigos esportivos do País, pretende acirrar a competição.
Com a intenção de conquistar a liderança também no mundo virtual, a empresa começou uma reestruturação em seu site e vai usar as mais de 200 lojas físicas para dar suporte à operação no caso de trocas, por exemplo. “Nenhum outro varejista do setor possui grande estrutura física, variedade de produtos e sistema operacional para oferecer a mesma facilidade ao consumidor”, diz Sebastião Bomfim Filho, presidente do Grupo SBF, que controla a Centauro.
Agora há pouco terminou o web seminário “Os gigantes estão invadindo o Brasil” oferecido pela Rakuten onde eu falei sobre a chegada das maiores e melhores empresas de comércio eletrônico do mundo ao Brasil.
Um desses gigantes que está chegando ao Brasil, a Rakuten, comprou recentemente 75% da Ikeda.
A Ikeda é um caso bacana de uma pequena empresa brasileira, inovadora, honesta e trabalhadora, que começou do zero há 15 anos atrás, e hoje se torna parte de uma empresa de 10 mil pessoas e 5 bilhões de faturamento depois de ter desempenhado um papel pioneiro e desbravador no comércio eletrônico brasileiro.
A palestra foi gravada e você pode assistir ao replay logo abaixo. Confira os slides também.
Jeff Bezos… tá ai um cara que MUDOU O MUNDO. O planeta REALMENTE pode ser dividido em ANTES do Jeff Bezos e DEPOIS do Jeff Bezos.
Ao criar a AMAZON, ele criou o comércio eletrônico.
Ao criar o comércio eletrônico, ele permitiu que milhões e milhões de pessoas pudessem ter acesso a livros e produtos que JAMAIS teriam acesso de outra maneira.
Ao criar o comércio eletrônico, artistas menores, escritores menos conhecidos, produtos que não tinham até então espaço nas prateleiras das lojas, passaram a ocupar espaço no mundo capitalista, e mudaram para sempre a vida de sei-lá quantas pessoas.
Jeff Bezos é o cara.
Confira abaixo o vídeo do discurso que ele fez em 2010 na formatura da Universidade de Princeton nos EUA.
Resumindo, ele diz…
"…A partir de amanhã você será um cara formado…. Como você vai usar os seus dons, quais escolhas você vai fazer? …. Você vai seguir os dogmas, ou será original?… Você vai xingar os outros quando estiver errado, ou vai pedir desculpas?… Você vai seguir uma vida fácil, ou uma vida de servir aos outros e aventuras?… Você vai se diminuir ao ouvir criticismo, ou você vai seguir as suas convicções?… Você vai proteger o seu coração contra a rejeição, ou vai amar e agir quando se apaixonar?…. Você vai viver em segurança, ou você será um pouco maluco e instável?
…Quando as coisas ficarem realmente difíceis você vai desistir, ou você será incansável? … Você será um cínico ou um construtor?… Você será esperto em detrimento de outras pessoas, ou você será gentil?
…Quando você chegar aos 80 anos de idade… eu tenho certeza que você vai parar para refletir sobre a vida que você teve… nesse momento, você vai se tocar que a vida foi sobre as escolhas que você fez.
… No final nós somos as escolhas que fazemos para nós mesmos.
…Construa para você uma grande história!
Um dia você vai entender que é mais fácil ser inteligente do que gentil. A inteligência é um dom, a gentileza é uma escolha.
Uma enorme contradição regia até há pouco tempo o varejo brasileiro. Os três primeiros colocados — Grupo Pão de Açúcar, um colosso com 36 bilhões de reais em faturamento, seguido por Carrefour e Walmart, com receitas de 29 bilhões e 22 bilhões de reais, respectivamente — tinham uma presença tímida no comércio eletrônico.
A inércia permitiu que companhias como a B2W, dona dos sites Submarino e Americanas.com, nadassem de braçada no varejo virtual. A situação começou a mudar do ano passado para cá. Segundo dados da consultoria e-bit, o comércio eletrônico cresceu 40% no Brasil em 2010, chegando a quase 15 bilhões de reais em faturamento.
Nesse período, o tíquete médio aumentou 11% — ou seja, os brasileiros não somente estão comprando mais pela rede como também passaram a comprar produtos mais caros. A maior novidade nesse movimento, porém, é que são justamente as grandes redes offline que melhor estão aproveitando o crescimento.
Estima-se que as dez maiores redes de varejo do país tenham encerrado 2010 com um faturamento “virtual” de 4,6 bilhões de reais, ou 31% de todo o e-commerce brasileiro — há três anos, esse número não passava de 2,5 bilhões de reais. “As operações online vão se tornar cada vez mais importantes para o resultado das grandes varejistas”, diz Alessandro Gil, sócio da consultoria Ikeda, especializada em comércio eletrônico.
Poucas empresas investiram tanto para aumentar sua presença na web quanto o Pão de Açúcar. Para dar mais musculatura ao site Nova Pontocom, que reúne as operações online das redes Extra, Ponto Frio e Casas Bahia, o grupo investiu 28 milhões de reais desde 2008.
A maior parte desse dinheiro serviu para unificar seus sete centros de distribuição — a medida permitiu que as três bandeiras tivessem acesso a uma quantidade maior de mercadorias e reduziu o tempo de entrega aos consumidores.
Para atrair os internautas, os três sites passaram a contar com chats ao vivo para fazer esclarecimentos sobre produtos e formas de pagamento, numa clara tentativa de simular o atendimento das lojas offline.
“Precisamos trazer para a internet a mesma confiança que nossas marcas têm no mundo ‘real’ ”, diz German Queiroga, presidente da Nova Pontocom.
Ao longo do ano passado, as visitas aos sites aumentaram 51%, alcançando mais de 14 milhões de visitantes por mês, e o faturamento cresceu 70%, somando 2,7 bilhões de reais — o equivalente a 7,5% das receitas de todo o grupo. Com esse desempenho, a Nova Pontocom chegou à vice-liderança do varejo online no país, atrás apenas da B2W.
Ter uma marca estabelecida no varejo tradicional ajuda na hora de montar uma operação online, mas não é tudo. Um dos maiores desafios enfrentados pelas grandes varejistas é entender como se comporta um cliente virtual. Antes de inaugurar uma loja física, uma rede consegue fazer estimativas de quantas pessoas circularão por ali e quanto desse movimento será convertido em vendas.
Na internet, o tiro é dado no escuro. Segundo dados de uma recente pesquisa realizada pela consultoria Forrester Research em parceria com a IBM, 22% dos internautas trocam de loja antes mesmo de finalizar uma compra pela web.
“Explorar na internet o poder de marcas já consagradas no meio offline nunca foi tão importante”, diz Pedro Guasti, diretor-geral do e-bit. “O que torna esse momento crucial para as líderes do setor.”
Alguns varejistas tradicionais foram recentemente tomados por esse “senso de urgência”. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a gaúcha Renner. Até novembro de 2009 a empresa não vendia sequer um par de meias pela internet.
Foi só no final daquele ano que a Renner fez sua estreia no e-commerce, numa iniciativa ainda limitada à venda de três categorias de produto: moda íntima, relógios e perfumaria.
Quase um ano depois, a Renner decidiu surfar para valer a onda do varejo online. Em outubro de 2010, investiu 5 milhões de reais na reformulação do site e lançou a campanha “Uma Renner que nunca fecha”.
Desde então, praticamente todos os 20 000 itens disponíveis nas lojas físicas passaram a ser oferecidos na web. Um estúdio fotográfico foi montado para cuidar da troca diária das vitrines virtuais, simulando o que ocorre nas lojas.
Além disso, cada uma das 136 unidades da rede no país foram preparadas para funcionar como ponto de troca de mercadorias. Com as mudanças, o novo site passou a contar com cerca de 50 000 visitantes diários, um volume 70% maior que o antigo.
O aumento no tráfego teve reflexo direto nas vendas. O percentual de visitantes que realizam ao menos uma compra no site mais que dobrou, alcançando 1,7%.
Para dar conta dessa nova demanda, a Renner alugou, em outubro, um centro de distribuição com capacidade para armazenar 250 000 itens na cidade de Embu, na Grande São Paulo.
A ideia é que, até o final deste ano, a operação de e-commerce corresponda a 3% do faturamento total da companhia, quantia equivalente à de uma loja de altíssimo desempenho.
O avanço das redes tradicionais no universo digital não é exclusividade do mercado brasileiro. O Walmart, maior varejista do mundo, vem testando em 2 500 de suas unidades nos Estados Unidos um novo conceito, batizado de Pick up Today, que permite ao consumidor retirar nas lojas físicas as mercadorias compradas pela internet.
Se for bem-sucedida, a experiência deve chegar ao Brasil em breve. “O futuro do comércio eletrônico está na integração dos canais”, diz Flávio Dias, diretor de e-commerce do Walmart no Brasil. A solução encontrada pelo Walmart pode ajudar a resolver um dos maiores obstáculos das empresas que atuam no varejo virtual: o gargalo logístico.
No Brasil, segundo o Instituto de Logística e Supply Chain, 91% das varejistas terceirizam serviços de transporte — nos Estados Unidos, a taxa é de 77%. Com o avanço recente do e-commerce, faltam hoje no país operadores logísticos qualificados.
A Total Express, por exemplo, responsável por cerca de 20% das entregas de comércio eletrônico no país, teve de investir mais de 7 milhões de reais em 2010 para comprar caminhões, equipamentos e modernizar seus sistemas de TI.
Como a expansão das vendas online deve continuar acelerada, as concorrentes da Total Express precisam fazer movimentos semelhantes se não quiserem perder terreno.
Confira agora uma rápida entrevista que fizemos com a Mariana Medeiros, co-fundadda OQVestir, comércio eletrônico show de bola que nasceu para ajudar as mulheres a comprarem a roupa certa para a ocasião certa.
Essa é a primeira de muitas entrevistas que vão começar a pipocar no blog da Ikeda.
1. Conta um pouco sobre a história do comércio eletrônico na OQVESTIR. Quando começou? Qual é o tamanho hoje? Número de pedidos, clientes, produtos vendidos, alcance regional?
Mariana: Lançado em 2009, o OQVESTIR é um e-commerce de moda que reúne vendas e informação, para garantir um guarda-roupa up to date mesmo em meio à correria cotidiana. Nesses dois anos, o site aumentou significativamente o portfólio e tornou-se referência nacional no setor, oferecendo o melhor de mais de 50 marcas de roupas e acessórios, garimpadas para um mix equilibrado entre conceito fashion e moda para a vida real. Além disso, traz dicas de estilo, consultoria gratuita sobre como combinar roupas e adequá-las à sua estética, atendimento online e por telefone para facilitar a compra e esclarecer dúvidas, e mantém um blog repleto de novidades. As entregas são feitas cuidadosamente, aliando agilidade e segurança, e a troca de produtos tem facilidades exclusivas.
2. Qual é o maior desafio que uma loja que vende moda enfrenta todos os dias para vender pelo comércio eletrônico?
Mariana: Oferecer serviços que deixe o cliente satisfeito, e que se aproximem aos que ele pode ter em uma loja física, como facilidade de entrega, trocas, e auxílio de consultoras em compras;
3. Vocês pretendem abrir lojas físicas?
Mariana: Não.
4. O que precisa melhorar no Brasil para que o comércio eletrônico cresce ainda mais rápido?
Mariana: Maior quantidade de boas empresas de logística;
5. Quais são as grandes inovações implementadas pela OQVESTIR no comércio eletrônico brasileiro?
Mariana: Um dos pioneiros no e-commerce brasileiro de moda, com serviços diferenciados;
6. O que o mercado pode esperar da OQVESTIR para os próximos anos?
Mariana: Mix de marcas cada vez maior, e novidades além do segmento do vestuário;
Como sintetizar 10 dias de imersão no comércio eletrônico americano, além de toda experiência e troca de informações entre os 38 membros do Grupo, que passou por Dallas, Austin e Settle. Me tomou um pouco de tempo, mas logo percebi que a ideia é ao mesmo tempo simples e complexa de por em prática: AME SEU CLIENTE.
100% das empresas deram enorme destaque à importância do cliente, em um dos slides comento que a visão da maioria das empresas é muito distorcida, enquanto todos estão focados no ROI, no CPC ou no CPA, empresas como a Zappos, que de longe não se preocupa com o menor preço, fazem história.
Essa também é a regra numero 1 na Ikeda, afinal qual o nosso propósito senão construirmos riqueza em nossa empresa e em nossos clientes. Segue uma pouco da visão da Ikeda de tudo o que aconteceu na Missão IKEDA Shop.Org 2010.